Futebol não é a minha praia, ou meu campo, sei lá!

  • Essa história de torcer para futebol nunca combinou muito comigo. Ver um monte de homem correr atrás de uma bola, uma hora pra um lado e depois para outro, nunca fez muito sentido. Sempre achei dois tempos de 45 minutos muita coisa. O único jogo de futebol que vi em um campo foi em Bueno Aires, na Argentina, era Boca Juniors e sei lá quem. Comprei uma camisa da Argentina, que por sorte era do Messi e não do Tevis – uma vez que sou palmeirense e o dito cujo jogava pelo Corinthians na época. Evitada a gafe, fui para o estádio com uma amiga e um grupo de ingleses desesperados para ver um jogo portenho mas morrendo de medo da torcida do Boca. Achei tudo divertido: a torcida cantando, sentar na arquibancada, ver tudo pelo primeira vez, a bola rolando no gramado e… um saco sem fim. Depois de 15 minutos já estava de saco cheio, com um sol de 40C na cabeça, sem água – era proibido entrar com garrafa no estádio – tive que beber coca cola diluída em algum líquido que prefiro não saber qual era, vendido em um copo descartável reusado! Odeio refrigerante, sobretudo coca cola. Chupei uns cinco picolés de água de chuva e ainda por cima tive que desviar das cuspidas e mijadas dos argentinos da parte superior da arquibancada que ficavam gritando, em argentino: “gringos caiam fora”! Não sabia mais para quem torcer, não enxergava nada por causa da distância e o calor só aumentava. Quando o jogo acabou, foi mais uma hora e meia de espera para poder sair do estádio, medida de segurança para evitar encontro de torcedores e brigas nos disseram. Na saída, os argentinos pegavam, com as mãos sujas, uns cachorros quente que eram tacados no balcão. Higiene para que?! Mas, se me perguntarem, digo que foi uma experiência maravilhosa, inesquecível. Nessas horas que a gente sente falta de um camarote, mas ok, deixemos o esnobismos para lá! Ou seja, nunca fui muito de torcer para futebol, nem para o Palmeiras, nem para o Brasil nem para a Itália. Em casa de ítalo descendente já presenciei muita briga quando a Itália desclassificou o Brasil, então, abafa o caso! Mas, como a Copa do Mundo foi no Brasil, estava todo aquele clima de festa nas ruas e porque a turma do mimimi queria boicotar o mundial, resolvi torcer e entrar no clima. Resultado: aprendi o que é tiro de meta e outros jargões do futebol; me espremi em uma meia-calça jabá da Trifil tamanho único, com a bandeira do Brasil – aquela porra era tão apertada que não podia nem ir no banheiro mijar – me entupi de salgadinho e cerveja, estragando minha dieta; mas acima de tudo acreditei que éramos uma só nação, unidas em uma única voz, prontos para gritar “É hexa!!” E eu faria parte de tudo aquilo. Daí chegam uns chucrutes simpáticos e enquanto eu enfio a mão na tigela de pipoca, o Brasil leva SETE gols e acaba com a minha festa! Já tirei pirulito da boca de uma criança e, naquele momento exato, senti o mesmo que ela. E doeu. Doeu muito porque acreditei, já estava com a mão na taça. Por isso, não torço mais para porra de time nenhum. Se na próxima Copa vou entrar no clima e pular e torcer e comer salgadinho e usar roupas estranhas e aprender o que é tiro de meta outra vez? Provavelmente sim. Sou brasileira, não desisto nunca!!! 👟⚽️🇧🇷

        Enquete: onde entrou a bandeira do Brasil nessa sua meia-calça; seu salgadinho era assado ou frito; o Boca ganhou ou não? 

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1 comentário a “Futebol não é a minha praia, ou meu campo, sei lá!”

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