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Sofro bullying por morar em Perdizes (com base em longas e seríssimas pesquisas de campo)!

Sofro bullying por morar em Perdizes, dito bairro nobre de SP, e fiz um estudo de campo antropológico para poder afirmar isso! Aqui vão os resultados de minha análise. Quando estou num papo com o peguete em potencial, a conversa segue assim:

Peguete em potencial: Oi, tudo bem?

🙋🏻: Oi. Tudo bem e vc?

PEP: Tudo bem tb.

10 dias depois… 💤💤💤💤💤

PEP: TC de onde?

🙋🏻: Perdizes. E vc?

PEP: (escreva aqui qualquer bairro da zona leste ou Norte), conhece?

Para concluir meus estudos, resolvi mudar meu bairro, por um dito menos nobre. Observe o fenômeno:

Peguete em potencial: Oi, tudo bem?
🙋🏻: Oi. Tudo bem e vc?
PEP: Tudo bem tb.
10 dias depois… 💤💤💤💤💤
PEP: TC de onde?
🙋🏻: Santa Cecília. E vc?
PEP: (escreva aqui qualquer bairro)

Impossível não ficar mais claro do que isso! Agora, estou com um novo estudo antropológico de campo em curso. Como este ainda está em andamento, não tenho resultados conclusivos para compartilhar com você, mas já posso dividir a primeira etapa da análise:

Peguete em potencial: Oi, tudo bem?
🙋🏻: Oi. Tudo bem e vc?
PEP: Tudo bem tb.
10 dias depois… 💤💤💤💤💤
PEP: TC de onde?
🙋🏻: Perdizes. E vc?
PEP: (escreva aqui qualquer bairro da zona leste ou Norte), conhece?
🙋🏻: Moro em Perdizes, conhece?
PEP: 💤💤💤💤💤💤💤💤💤💤💤💤

PS: Afirmo isso com a certeza de quem fez uma pesquisa de campo com algumas pessoas e isso representa a humanidade, uma vez que sigo o exemplo de empresas como Ibope, DataFolha e afins que entrevistam 100 pessoas e isso representa o Brasil. Então, minha pesquisa é 💯% verídica! 😂😂😂😂😂 🙋🏻👏🏻

Enquete: você conhece a Lua? Plutão, já ouviu falar? Vênus, já foi?

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Futebol não é a minha praia, ou meu campo, sei lá!

  • Essa história de torcer para futebol nunca combinou muito comigo. Ver um monte de homem correr atrás de uma bola, uma hora pra um lado e depois para outro, nunca fez muito sentido. Sempre achei dois tempos de 45 minutos muita coisa. O único jogo de futebol que vi em um campo foi em Bueno Aires, na Argentina, era Boca Juniors e sei lá quem. Comprei uma camisa da Argentina, que por sorte era do Messi e não do Tevis – uma vez que sou palmeirense e o dito cujo jogava pelo Corinthians na época. Evitada a gafe, fui para o estádio com uma amiga e um grupo de ingleses desesperados para ver um jogo portenho mas morrendo de medo da torcida do Boca. Achei tudo divertido: a torcida cantando, sentar na arquibancada, ver tudo pelo primeira vez, a bola rolando no gramado e… um saco sem fim. Depois de 15 minutos já estava de saco cheio, com um sol de 40C na cabeça, sem água – era proibido entrar com garrafa no estádio – tive que beber coca cola diluída em algum líquido que prefiro não saber qual era, vendido em um copo descartável reusado! Odeio refrigerante, sobretudo coca cola. Chupei uns cinco picolés de água de chuva e ainda por cima tive que desviar das cuspidas e mijadas dos argentinos da parte superior da arquibancada que ficavam gritando, em argentino: “gringos caiam fora”! Não sabia mais para quem torcer, não enxergava nada por causa da distância e o calor só aumentava. Quando o jogo acabou, foi mais uma hora e meia de espera para poder sair do estádio, medida de segurança para evitar encontro de torcedores e brigas nos disseram. Na saída, os argentinos pegavam, com as mãos sujas, uns cachorros quente que eram tacados no balcão. Higiene para que?! Mas, se me perguntarem, digo que foi uma experiência maravilhosa, inesquecível. Nessas horas que a gente sente falta de um camarote, mas ok, deixemos o esnobismos para lá! Ou seja, nunca fui muito de torcer para futebol, nem para o Palmeiras, nem para o Brasil nem para a Itália. Em casa de ítalo descendente já presenciei muita briga quando a Itália desclassificou o Brasil, então, abafa o caso! Mas, como a Copa do Mundo foi no Brasil, estava todo aquele clima de festa nas ruas e porque a turma do mimimi queria boicotar o mundial, resolvi torcer e entrar no clima. Resultado: aprendi o que é tiro de meta e outros jargões do futebol; me espremi em uma meia-calça jabá da Trifil tamanho único, com a bandeira do Brasil – aquela porra era tão apertada que não podia nem ir no banheiro mijar – me entupi de salgadinho e cerveja, estragando minha dieta; mas acima de tudo acreditei que éramos uma só nação, unidas em uma única voz, prontos para gritar “É hexa!!” E eu faria parte de tudo aquilo. Daí chegam uns chucrutes simpáticos e enquanto eu enfio a mão na tigela de pipoca, o Brasil leva SETE gols e acaba com a minha festa! Já tirei pirulito da boca de uma criança e, naquele momento exato, senti o mesmo que ela. E doeu. Doeu muito porque acreditei, já estava com a mão na taça. Por isso, não torço mais para porra de time nenhum. Se na próxima Copa vou entrar no clima e pular e torcer e comer salgadinho e usar roupas estranhas e aprender o que é tiro de meta outra vez? Provavelmente sim. Sou brasileira, não desisto nunca!!! 👟⚽️🇧🇷

        Enquete: onde entrou a bandeira do Brasil nessa sua meia-calça; seu salgadinho era assado ou frito; o Boca ganhou ou não? 

O corretor automático tem vida própria, isso tem!! 

Se existe algo que define o mal da humanidade contemporânea é o corretor automático. Daqui a pouco, se já não existe uma pesquisa, alguma faculdade na Inglaterra ou Estados Unidos vai fazer um estudo mostrando como o estresse está relacionado às bobagens que o corretor nos impinge. Você escreve um puta texto esculhambando um cara idiota que não sabe escrever, e o corretor te trai. Quando vc relê, até sente as letrinhas  do corretor formando uma boca que fica rindo aos cântaros da sua cara. Você quer ser culta e usar palavras refinadas, esquece, porque tudo vira uma massa estranha que parece que foi escrita em esperanto. Palavras de outros idiomas, gírias, diminutivos, nada passa desapercebido ao corretor que insiste em ser automático e sintomático. Com certeza, deve existir um jeito de mudar isso, mas, ainda assim, acho que o corretor tem vida própria. Saca o Hall 9000, em “2001, Uma Odisseia no Espaço”? (se não saca, vai dar um Google!). 😒😤👀💻📝🔍💱

Enquete: suas três contentes; me anime; jabuti chef mói? 

Ser humano tipo tia velha, conhece?

Nos menus estudos antropológicos pela vida, cheguei à conclusão que existe uma classe de ser humano que tem alma de tia velha. Explico. Normalmente é essa parente que faz as perguntas mais desconectadas da face da terra, responsável, entre outras pérolas, por apelidar o aplicativo de conversas online WhastApp, de Zap Zap. Essa mesma pessoa tem o hábito de perguntar, sempre que te vê, pouco importa o intervalo de tempo, as mesmas coisas, embora você dê sempre a mesma resposta ou faça aquela cara de “por que eu?”. 😔 Sacou, certo? Por isso digo que existem indivíduos com alma de tia velha. “Nossa, você não vai se casar?”; “Não tira a cara desse telefone do demônio, maldito Zap Zap!”; “quer mais pudim?” (Entenda-se por pudim uma gosma roxa, com cara de vômito, que você delicadamente jogou na planta; enquanto a coitada vai morrendo, sua esperança de sair da situação, sem ter de encarar outra tigela de meleca atômica, cresce!); “você trabalha em casa? Se tá desempregado, por que não presta um concurso público?”; ___________________________ – escreva aqui a sua opção, com certeza você já cruzou na vida com aquela pessoa com alma de tia velha!!! Cuidar da própria vida ninguém quer, não é mesmo!!! 😒😴

Enquete: como faz pra chegar no Facebook? O que é Instagram? 

Manifesto pela macarronada!

Depois de um dia de cão, de tudo dar errado e tomar muita chuva, depois de muito tempo fora de casa viajando, depois de um dia em que a alma chora, o corpo retorce e o coração pulsa com menos força, a única coisa que pode mudar qualquer situação para melhor é um bom, quentinho e bem cheio prato de macarronada. Ao sugo, com bracciola, porpeta, rabo, alcachofra e queijo, para os mais básicos, ou até onde a imaginação alcançar e o estômago conseguir esperar. Nada de molho pronto, extrato de tomate; tem de ser molho de verdade, feito com tomate pelado, apurado no fogão. O da mamma é o melhor do mundo, melhor do que os servidos nas cantinas italianas! Mas macarrão não é apenas 12 minutos fervendo na panela, com qualquer coisa em cima e come. Macarrão é uma arte, um cafuné na alma, um beijo no coração, um afago no rosto, um colo de mãe, um abraço de amigo. Macarrão significa amizade, amor e carinho. Agrega, une, ajuda. Você não corta seu amigo, não passa molho pronto na sua mãe, você não maltrata o macarrão. Por isso ele é tão importante. E, sabe aquela máxima de por mais água no feijão, nós colocamos mais molho na macarronada. Quem já viu a trilogia do Poderoso Chefão sabe do que estou falando. Quando é feita a retrospectiva da chegada de Dom Corleone à Nova York, ele recebe um amigo em casa para jantar e divide o que com ele? Macarrão! Não tem como não repartir. Claro, cada um tem seu alimento de união, nós temos o macarrão. E tudo bem não ser arroz com feijão, nem feijoada, não é crime, não é errado, é apenas hábito e tradição. Não nos critique, não nos ofenda, não nos ameace. Quando te oferecermos um prato de macarrão, não corte, não use uma colher, não coloque ketchup, não ofenda o amor, a amizade, a família, apenas coma. Não gosta, não tem importância, não coma, mas não nos faça sentir culpa por gostar, amar e adorar. É nossa tradição. 🍝🍅🍴

Enquete: cabe mais um na mesa? Com molho vermelho ou branco? Mãe, sobrou macarrão?

A deliciosa arte de ser Bárbara! Dedicado à amiga Tarsi!! 

Em um bate papo descontraído com minha amiga Tarsi, nas redes sociais, ela disse, brincando (ou não hehehehe) que, em barbarês – meu idioma próprio de tanto que sou Bárbara – socializar significa “conceder a honra dos outros me conhecerem”! Ela me conhece muito bem e acertou em cheio, mas aí fiquei pensando. Não que eu seja uma pessoa humilde, isso deixo para os pagodeiros e jogadores de futebol, mas não é assim com todo mundo? A gente só consegue se aproximar de outra pessoa porque ela libera a entrada. Se ficar com o pé atrás, desconfiada, nem com bazuca na porta você vai entrar, acredite e observe! Na verdade, mais um vez, eu que sou Bárbara estou vivendo em meu eu a vanguarda do existencialismo humano. 😱😱😱😱😱 Ai, porque a galera do Prêmio Nobel não me dá logo todas as estatuetas (sei lá o que eles recebem, mas se não tiver uma estatueta, vou mandar fazer várias, o que adianta ganhar se não podemos ostentar, não é mesmo) e os cheques! 😂😂 ai, ai, como é relevante a vida de uma pessoa Bárbara!! 😎😂💁🏻🙋🏻💆🏻👄

Enquete: o Chico Buarque estava pensando em mim, que não havia nascido mas já causava, quando compôs “Bárbara” ou sou assim Bárbara de tanto ouvir Chico Buarque?

NÃO FUMO maconha, não insista!

Imagine uma pessoa chocada! Com cara de minha mãe, meu pai, menus cinco irmãos e minha avó cega morreram em um acidente de carro! Imaginou? Então, essa é a cara que as pessoas fazem quando digo que NÃO fumo maconha, nunca fumei e, se o sangue de Gezuis tiver poder, nunca fumarei. Coxinhas, esquerdistas, artistas, desempregados, alternativos e empresários, a cara de indignação é sempre a mesma. Por que? Não pode não fumar? Pelo visto não. Depois do choque, vem a ladainha, a tentativa de conversão: mas você não curte porque nunca fumou, não sabe aproveitar a vida, não faz mal, é mais saudável do que cigarro ou cerveja, só vai te deixar feliz. E eu, quieta, só ouvindo. E vai progredindo para as ofensas – não sempre, mas com uma certa frequência: por isso você tem essa cara feia, é mal amada, não se diverte, não tem vida, sua ridícula! E eu, quieta. E segue com o combate ao meu moralismo, mesmo sem ter dito nada: você não fuma, não vem impedir quem fuma; nunca experimentou e fica demonizando quem fuma, não atrapalha a alegria dos outros! E eu, quieta. E continua: você bebe? Trepa? Pelo jeito não tem vida! E eu, quieta. Aí, com minha síndrome de Chaves, que sempre fala as verdades na hora errada, digo finalmente: não preciso levar um tiro para saber que dói! Aí é melhor pedir escolta policial porque os maconheiros perdem a linha: tá comparando fumar unzinho com levar um tiro? Tiro você levou nessa cara horrível que tem e todo o blá, blá, blá maduro que a situação exige! E eu, quieta! Não sou contra a maconha, sou contra EU fumar maconha, não gosto e não tenho interesse em experimentar. Bebo igual um gambá, então, não seria moralista com maconha. Não cheiro, não fumo cigarro, não uso nada além das biritas. Por dois motivos: droga é muito caro e, além de ser pão duro, não gosto de ficar fora do meu controle e não preciso de drogas para me soltar, para ser feliz. Tenho profundos problemas respiratórios e até o perfume Dior me faz mal, imagina uma maconha misturada com tudo que é porcaria e que ainda, alimenta o tráfico de drogas. Não, obrigada! Prefiro gastar meu dinheiro e queimar meus neurônios com teatro, livros, cinema,… Mas veja bem, EU prefiro, tô andando e cagando para o que os outros preferem. Pode fumar, cheirar, comer, lamber, vai fundo, só não me convide nem me julgue e, muito menos, tente me converter ao maconhismo! NÃO QUERO e sou muito feliz assim!! Até acho que deveria ser legalizado e o governo deveria cobrar rios de impostos sobre sua produção e comercialização. Somos adultos e independentes, cada um sabe do seu vício!!! Sacou ou quer que desenho? 😎😘😷🙋🏻👎🏻🌿

Enquete: quando você vai começar a aproveitar a vida é fumar unzinho? Fuma aí, caralho! Moralista da porra, vai fumar ou não vai?