A velhinha caiu, eu dô risada mesmo! 

Sou uma pessoa legal, ecologicamente correta, faço yoga, ajudo cego a atravessar a rua, devolvo troco a mais, ouço a conversa sem noção das velhinhas e velhinhos porque sei que eles falam do coração, mas, devo admitir, não consigo me segurar se vejo alguém cair. Morro de rir, choro de rir, quanto mais desengonçada a queda, quanto mais inofensiva a pessoa for, mais risada eu dou. Velhinhos, velhinhas, pessoas gordas, mancos, parente então … a risada vem do fundo da alma mesmo sabendo que não pode, que não é bacana. Tudo tem seu lado bom. Como estou sempre observando a vida alheia, quando alguém se estabaca no chão, provavelmente estarei por perto e, como já expliquei, sou uma pessoa boa e me jogo em seguida para socorrer o estabacado, ainda mais se for da terceira idade, chego no chão antes da pessoa. “A senhora está bem, precisa de alguma coisa?”. Tá viva e forte, boa sorte na vida. Mal a velhinha recolhe os cacos eu estouro em risada; primeiro interna, depois um leve sorriso no rosto e aos poucos um som vai saindo da minha boca até que encontre um interlocutor que não consegue entender nada do que digo de tanta risada. Reação parecida de quando tento contar uma piada que acho engraçada. Enfim, EU acho engraçado! Segura minha tia!! 😂😂😂🙋👀

Enquete: Devo me tratar, arrumo algo pra fazer na vida ou dou risada mesmo e desencano de ajudar o estabacado?

Vizinho gato dispensa tarja preta

Você faz ideia do que é viver imersa na terceira idade? Imagina assim, na minha quebrada existe fila preferencial para jovem. Sacou? Talvez isso explique porque o meu look diário seja meio deplorável: cabelo desgrenhado, resto da maquiagem da noite anterior, camiseta sovaquenta da academia, legging picotada fazendo as vezes de short, chinelo pseudo havainas com calcanhar sujo para fora e a tira colo, minha cachorra manca e sarnenta. Calma! Antes de jogar um trocado, saiba que esse cenário mudou desde que a velha insuportável do sexto andar foi morar com São Pedro e seu sobrinho passou a frequentar o condomínio. Rapaz alto, magro, com cabelo de anjo, bolsa carteiro, cara de quem me chamaria para ver um filme dos irmãos Wachowski. A primeira vez que o vi no elevador imaginei que ia fechar a casa da avó; na segunda que ia por para alugar ou vender; na terceira ele segurava um microondas e sorriu para mim, bom, aí não lembro de mais nada, a não ser que quase me ofereci para carregar toda mudança nas costas; na quarta vez ele segurou a porta do elevador, me olhou de cima a baixo e me perguntou se eu morava no prédio. Nesse momento vi a Luz e entendi que todos os ensinamentos da Kabbalah começavam a fazer sentido. Agora só saio de casa de cabelo penteado, batom e blusa limpa. Fiz o pé e dei banho na cachorra!!! Quem precisa de tarja preta quando se tem um vizinho gato! 🙋❤️🎯

Enquete: A restrição de carboidratos na dieta está me fazendo delirar, ele prestou mais atenção no cachorro manco e sarnento do que em mim ou “miga, com certeza ele vai te levar ver um filme dos irmãos Oxóssi”?

Irmãos Oxóssi o car… Ah, me beija vai!

Você está saindo com aquele cara mega blaster super gato e fica tão distraída imaginando como será a barriga tanquinho dele por baixo da camiseta branca, que só ouve o bofe dizendo “cinema”. Mesmo tarada, no susto, seu lado intelectual fala mais alto e você solta a pérola: “adoro os filmes dos irmãos Wachowski”! Aí, quando o gato arregala aqueles olhos de cachorro que caiu do caminhão de mudança e diz: “legal, você é da macumba!”, você tem, em média, duas reações: se afoga no copo de cerveja de tanto ódio da ignorância alheia ou lembra do conselho da bi amiga (“quer conteúdo gata, vai ler um livro!”) e agarra logo o boy, rasga sua camiseta, joga na cama e esquece o número dele para sempre – ou não! 😱🙋😁📲

Enquete: concorda, discorda ou está muito ocupada contando os gominhos para responder?