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Agora meu snapchat funfa e o que eu faço com isso?!

Tive a genial ideia de pesquisar no Google “snapchat iPad” e, finalmente, 😱👊🏻 baixei o app no meu iOS, porque ele nunca aparece na “lodginha” da Apple. Vai saber por que, não é mesmo! Nem vou entrar no mérito da teria da conspiração que me persegue no mundo tecnológico!! E, agora, sim, (todas as vírgulas que eu puder colocar, sim) estou inclusa nesse maravilhoso mundo do compartilhamento da privacidade da geração Y! Mara! Bom, pelo menos de duas blogueiras, a Vic Ceridono e a Camila Coutinho, porque as outras celebs que tento seguir, apesar de se dizerem públicas, não aparecem no meu feed (pode falar feed pra snapchat, produção?). Ou é outra teoria da conspiração, ou, o mais provável mas que nunca admitirei, estou fazendo algo errado. Prefiro acreditar que essas pessoas baixaram o app, mas não postaram nada ainda, em vez de assumir que deu ruim! 🤔😏 um passo, digo, snap de cada vez! 🤓 Então, agora faço parte desse mundo do snapchat e… sempre lembro do que a Daniela Falcão, toda poderosa da Vogue Brasil, disse sobre o assunto: o tempo é tão curto e temos que fazer uma curadoria nas redes que seguimos! Ver pessoas postando suas piadas internas, vídeos comendo ou passeando na rua, malhando e, pior, se divertindo em alguma festa, lugar ou momento que não fui convidado, não sei se é tão legal assim!  Tô de bicona virtual, ou seja, sem nem o direito de filar o goró alheio! 🙄 Não vi “vantaji”! Sabe o que parece, aquela sensação de ficar por último na hora da escolha do time na escola, vc vê todo mundo se divertindo, comemorando com os amigos e você está ali, largado e esquecido! Muito traumática essa história de snapchat; agora entendo porque minha “lodginha” da Apple não permitia que eu visse que o app estava disponível para ser baixado, era proteção e eu nem percebi! Deprê pós snap! ☠🦄👇🏻

Enquete: Filha, o que é snapchat? Paga pra entrar? Vale a pena ver a felicidade alheia e esquecer de viver a sua? 

Em descompasso com as (novas) redes sociais! 

Snapchat, Periscope e tantos novos aplicativos que vão surgindo para enriquecer as redes sociais depois do estouro das selfies e do Instagram. Maravilha! Amo tirar foto e postar e quanto mais, melhor! Porém, meu smartphone é Android, e seu sistema geleia, marmelo, doce de leite, sei lá que doce, não suporta, em primeira mão, as atualizações do mundo virtual. Somos considerados de segunda classe, esquecidos da tecnologia; sem iPhone, sem novidades! Quando finalmente, depois de séculos lutando para conseguir publicar um vídeo no Instagram com meu Android capenga, chega uma atualização que permite postar os ditos cujos, editar, colocar filtros e todas as outras maravilhas do mundo da ostentação na rede social, a tecnologia evolui e surgem Snapchat e Periscope. O primeiro não roda direito no meu celular esquecido pelo Steve Jobs, não abre vídeos, não mostra todas as fotos postadas, isso quando permite acessar a conta da pessoa; o segundo nem tem versão para Android, só iPhone! Quando, por fim, a geleia virar real, vão inventar outra rede social que, prevejo, estará de dieta e não consumirá marmelos e beris! Não vou trocar meu Android por um iPhone, antes de me juntar aos privilegiados, prefiro lutar para que consigamos os mesmos direitos, em todas as plataformas, mas como isso não muda o mundo, resolvi de um forma melhor: apaguei o Snapchat e tô nem aí em me preocupar com futuras atualizações! Vou continuar no meu Instagram velho de guerra até quando quiser, porque se a Daniela Falcão, toda poderosa da Vogue Brasil, tá nem aí para novidades techs, por que eu constataria o fato!? A Daniela tem razão, a gente tem que fazer uma curadoria do que segue nas redes sociais, porque o tempo é valioso e, nem sempre interessa ver todos os ângulos de um prato de comida ou uma paisagem ou uma roupa! Embora seja difícil saber que existem aplicativos que transformam o voyeurismo em atividade social recomendado e não aderir, mas, faz a fina que resolve! Hahahaha 💁🏻👀👆🏻📱

Enquete: O que é Instagram? Pode sentar na rede social? A geleia do Android sai?

Visitando a Marquesa de Santos em uma tarde de domingo! 

Estava dando um rolê de bike pelo Pátio do Colégio, no centro de SP, e me deparei com uma invasão de gringos gatos, tive um mal súbito e fui pedir um copo de água com açúcar para minha amiga de longa data e, que há muito não visitava, a Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, na certidão. A Marqui ficou puta por só ter lembrado dela por questões de interesse pessoal, mas foi só eu comentar a entrevista dela para o Mario Prata, que a Marqui mudou completamente de atitude! Ah a vaidade humana, como somos previsíveis, não. “O que achaste de minha entrevista?” (Somos íntimas, nos tratamos por tu). “Aquele mancebo atrevido veio me importunar em meio às minhas crises de enterocolite para dizer que era devassa!”. “Coloquei-o em seu devido lugar e cuidei do atrevido como ‘il faut'”! “Nossa, se vai fazer discurso, vou pegar umas pipocas” (pensei em voz alta!) “Como dizes? Vais o que?” “Às favas com as suas maneiras grosseiras!” “Nem parece uma dama!” “Ainda bem!” hihihihi (ri baixinho) “Pela graça do ano do senhor!” “Olha, que tanta pilhéria, minha jovem!” “Para a puta que a pariu com todo esse mimimi!” “Marqui, agora sim reconheço minha parça! Desceu das tamancas hein, bi!” “Que seja! Voltemos a minha entrevista para aquele jornalista – coloquemos assim – simpático!” “Mas, Marqui, quem não leu sua entrevista para o livro “Mario Prata Entrevista Uns Brasileiros”, não vai entender lhufas dessa conversa nossa que vai virar post no meu blog de crônicas!” “E, não, não vou explicar nada disso a vosmecê porque meu leitor compreende e é você quem vive na idade do onça, vixe, nem conheço gírias do século XIX, vais ter de te acostumar com essas do XX mesmo!” “Que seja!” (esbraveja a Marquesa) “Achei mara o resultado final, era preciso o povo brasileiro, finalmente, ouvir umas verdades sobre a minha vida e de meus compatriotas de História!” “Gezuis, Marqui, onde aprendeu a falar ‘mara’?” “A senhora aproveitou bem essa visita do Mario hein!” “Marinho não desgrudava de um acepipe branco, ficava enfiando os dedos freneticamente naquilo. Quando ele foi à casinha, fui ver do que se tratava e achei mara! Maraquesa!” Hahahahahaha (gargalha à la era Google) “Que seja!” (agora é a minha vez de perder a paciência!) “Voltemos às vacas mortas!” “Oi? Voltemos a quem, Moni?” “Marqui, não me chame de Moni, odeio isso! “Então não me chame de Marqui!” “Pegaste-me!” “E antes que eu acabe com seu português e o transforme nessa gíria maluca do século XXI, voltemos à entrevista!”. “Contei a Marinho sobre o Pedroca, como ele traçou minha irmã, o corretivo que dei nela… Pude colocar muitos pingos nos is!” “Marquisinha, fofa, acho que anda recebendo muita visita dos tiozinhos dos anos 60, quel linguajar! Só gíria e expressões da época do onça!” “Dizes o tempo todo ‘época do onça’ e a anacrônica sou moi?! Acorda, filha!” “Credo, Dodô, tá difícil de fazer o papo rolar assim, também não serei mais polida com você, o vernáculo que vá às favas, vou é giriar mesmo!” “Momô, tu não deves falar assim, não combina com seu perfil de rapariga bem criada!” “Desculpe-me, Domi, não mais acontecerá!” “Apenas desejo dizer-lhe que encontrei muita satisfação em sua entrevista para o Mario, aliás, o livro todo é pleno de ironia e conta os fatos históricos do nosso Brasil com muita sagacidade, entre bares, havaianas e torresmos!” “Só não curti a parte do torresmo, sabes que não traço um porquinho!” “Ora, Moni, estavas tão bem em suas pazes com o português!” “Foi mal! Vacilei!” 😱🚴🏻🏡🙋🏻💁🏻

Enquete: a Marquesa é mara, o Mario é Prata da casa ou a Moni é rapariga?

Para saber mais sobre o livro citado na crônica, não dê um Google, dê um pulo na livraria mais próximas, vais apaixonar-te pela experiência! 

Futebol não é a minha praia, ou meu campo, sei lá!

  • Essa história de torcer para futebol nunca combinou muito comigo. Ver um monte de homem correr atrás de uma bola, uma hora pra um lado e depois para outro, nunca fez muito sentido. Sempre achei dois tempos de 45 minutos muita coisa. O único jogo de futebol que vi em um campo foi em Bueno Aires, na Argentina, era Boca Juniors e sei lá quem. Comprei uma camisa da Argentina, que por sorte era do Messi e não do Tevis – uma vez que sou palmeirense e o dito cujo jogava pelo Corinthians na época. Evitada a gafe, fui para o estádio com uma amiga e um grupo de ingleses desesperados para ver um jogo portenho mas morrendo de medo da torcida do Boca. Achei tudo divertido: a torcida cantando, sentar na arquibancada, ver tudo pelo primeira vez, a bola rolando no gramado e… um saco sem fim. Depois de 15 minutos já estava de saco cheio, com um sol de 40C na cabeça, sem água – era proibido entrar com garrafa no estádio – tive que beber coca cola diluída em algum líquido que prefiro não saber qual era, vendido em um copo descartável reusado! Odeio refrigerante, sobretudo coca cola. Chupei uns cinco picolés de água de chuva e ainda por cima tive que desviar das cuspidas e mijadas dos argentinos da parte superior da arquibancada que ficavam gritando, em argentino: “gringos caiam fora”! Não sabia mais para quem torcer, não enxergava nada por causa da distância e o calor só aumentava. Quando o jogo acabou, foi mais uma hora e meia de espera para poder sair do estádio, medida de segurança para evitar encontro de torcedores e brigas nos disseram. Na saída, os argentinos pegavam, com as mãos sujas, uns cachorros quente que eram tacados no balcão. Higiene para que?! Mas, se me perguntarem, digo que foi uma experiência maravilhosa, inesquecível. Nessas horas que a gente sente falta de um camarote, mas ok, deixemos o esnobismos para lá! Ou seja, nunca fui muito de torcer para futebol, nem para o Palmeiras, nem para o Brasil nem para a Itália. Em casa de ítalo descendente já presenciei muita briga quando a Itália desclassificou o Brasil, então, abafa o caso! Mas, como a Copa do Mundo foi no Brasil, estava todo aquele clima de festa nas ruas e porque a turma do mimimi queria boicotar o mundial, resolvi torcer e entrar no clima. Resultado: aprendi o que é tiro de meta e outros jargões do futebol; me espremi em uma meia-calça jabá da Trifil tamanho único, com a bandeira do Brasil – aquela porra era tão apertada que não podia nem ir no banheiro mijar – me entupi de salgadinho e cerveja, estragando minha dieta; mas acima de tudo acreditei que éramos uma só nação, unidas em uma única voz, prontos para gritar “É hexa!!” E eu faria parte de tudo aquilo. Daí chegam uns chucrutes simpáticos e enquanto eu enfio a mão na tigela de pipoca, o Brasil leva SETE gols e acaba com a minha festa! Já tirei pirulito da boca de uma criança e, naquele momento exato, senti o mesmo que ela. E doeu. Doeu muito porque acreditei, já estava com a mão na taça. Por isso, não torço mais para porra de time nenhum. Se na próxima Copa vou entrar no clima e pular e torcer e comer salgadinho e usar roupas estranhas e aprender o que é tiro de meta outra vez? Provavelmente sim. Sou brasileira, não desisto nunca!!! 👟⚽️🇧🇷

        Enquete: onde entrou a bandeira do Brasil nessa sua meia-calça; seu salgadinho era assado ou frito; o Boca ganhou ou não? 

Manifesto pela macarronada!

Depois de um dia de cão, de tudo dar errado e tomar muita chuva, depois de muito tempo fora de casa viajando, depois de um dia em que a alma chora, o corpo retorce e o coração pulsa com menos força, a única coisa que pode mudar qualquer situação para melhor é um bom, quentinho e bem cheio prato de macarronada. Ao sugo, com bracciola, porpeta, rabo, alcachofra e queijo, para os mais básicos, ou até onde a imaginação alcançar e o estômago conseguir esperar. Nada de molho pronto, extrato de tomate; tem de ser molho de verdade, feito com tomate pelado, apurado no fogão. O da mamma é o melhor do mundo, melhor do que os servidos nas cantinas italianas! Mas macarrão não é apenas 12 minutos fervendo na panela, com qualquer coisa em cima e come. Macarrão é uma arte, um cafuné na alma, um beijo no coração, um afago no rosto, um colo de mãe, um abraço de amigo. Macarrão significa amizade, amor e carinho. Agrega, une, ajuda. Você não corta seu amigo, não passa molho pronto na sua mãe, você não maltrata o macarrão. Por isso ele é tão importante. E, sabe aquela máxima de por mais água no feijão, nós colocamos mais molho na macarronada. Quem já viu a trilogia do Poderoso Chefão sabe do que estou falando. Quando é feita a retrospectiva da chegada de Dom Corleone à Nova York, ele recebe um amigo em casa para jantar e divide o que com ele? Macarrão! Não tem como não repartir. Claro, cada um tem seu alimento de união, nós temos o macarrão. E tudo bem não ser arroz com feijão, nem feijoada, não é crime, não é errado, é apenas hábito e tradição. Não nos critique, não nos ofenda, não nos ameace. Quando te oferecermos um prato de macarrão, não corte, não use uma colher, não coloque ketchup, não ofenda o amor, a amizade, a família, apenas coma. Não gosta, não tem importância, não coma, mas não nos faça sentir culpa por gostar, amar e adorar. É nossa tradição. 🍝🍅🍴

Enquete: cabe mais um na mesa? Com molho vermelho ou branco? Mãe, sobrou macarrão?

A deliciosa arte de ser Bárbara! Dedicado à amiga Tarsi!! 

Em um bate papo descontraído com minha amiga Tarsi, nas redes sociais, ela disse, brincando (ou não hehehehe) que, em barbarês – meu idioma próprio de tanto que sou Bárbara – socializar significa “conceder a honra dos outros me conhecerem”! Ela me conhece muito bem e acertou em cheio, mas aí fiquei pensando. Não que eu seja uma pessoa humilde, isso deixo para os pagodeiros e jogadores de futebol, mas não é assim com todo mundo? A gente só consegue se aproximar de outra pessoa porque ela libera a entrada. Se ficar com o pé atrás, desconfiada, nem com bazuca na porta você vai entrar, acredite e observe! Na verdade, mais um vez, eu que sou Bárbara estou vivendo em meu eu a vanguarda do existencialismo humano. 😱😱😱😱😱 Ai, porque a galera do Prêmio Nobel não me dá logo todas as estatuetas (sei lá o que eles recebem, mas se não tiver uma estatueta, vou mandar fazer várias, o que adianta ganhar se não podemos ostentar, não é mesmo) e os cheques! 😂😂 ai, ai, como é relevante a vida de uma pessoa Bárbara!! 😎😂💁🏻🙋🏻💆🏻👄

Enquete: o Chico Buarque estava pensando em mim, que não havia nascido mas já causava, quando compôs “Bárbara” ou sou assim Bárbara de tanto ouvir Chico Buarque?

Ser canhota não é fácil!

“Como você consegue viver assim?”, “você consegue escrever como uma pessoa normal?”, “quando você descobriu que era assim?”, são singelas perguntas que ouço não porque tenha cinco pernas, oito braços ou três  peitos, mas porque sou canhota!!😱😱😱😱😱😱 Pois é, coleguinha! A vontade que eu tinha, mas naquela época era muito gentil e com muito amor no coração e não podia, era mandar a pessoa se foder e perguntar como ela fazia para viver sem um cérebro na cabeça, mas só respondia, não tem nada demais!! Apesar de ter estudado em colégio construtivista, minha professora não me deixava usar a tesoura com a mão esquerda, e pensando bem, até que ela tinha razão, porque, até hoje, tem vezes que fico me degladiando com a tesoura que não corta porra nenhuma, e só depois de muito xingar percebo que estou com a tesoura na mão esquerda!! Até tenho uma tesoura para canhotos, mas é para crianças, sem ponta e quase sem fio, então, melhor sofrer com a tesoura das pessoas normais, pelo que aprendi com a vida, não sou normal, ainda bem !! 😂😂😂😂 Minha mãe e minha tia, sua irmã, eram canhotas, e apanharam a infância inteira até aprenderem a usar a mão certa!! 😱😱😱😱😱😱😱 Minhas tias-avós sempre aconselhavam minha mãe a descer a palmatória em mim, mas, com a graça do universo, minha mammina nunca fez isso! No início, enquanto eu escavocava a maçã segurando a colher com a mão esquerda, minha mãe mudava para a direita! Mas, quando viu, como até hoje é assim 😂😂, que não tinha jeito, que eu não ia fazer como ela queria, me deixou em paz!! E lá fui eu, como diria o Drummond, ser gauche na vida! Depois que cresci e aprendi a maldade do mundo, principalmente vivendo e convivendo em um pequeno mundo burguês, me diverte responder assim, quando alguém com cabeça medieval me pergunta “como é ser canhota”: de tão de esquerda que sou, nasci canhota!! A pessoa muda de assunto na hora! Ah como sou feliz em ser canhota, não combinaria comigo ser destra nem de direita, então, como diria minha mãe, “se Deus te marcou, alguma coisa encontrou!”. 👍🏻🙋🏻💪🏻🙆🏼🆒

Enquete: como você vive sendo canhota; você nasceu assim; tem cura?