Arquivo de etiquetas: entrevista

Visitando a Marquesa de Santos em uma tarde de domingo! 

Estava dando um rolê de bike pelo Pátio do Colégio, no centro de SP, e me deparei com uma invasão de gringos gatos, tive um mal súbito e fui pedir um copo de água com açúcar para minha amiga de longa data e, que há muito não visitava, a Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, na certidão. A Marqui ficou puta por só ter lembrado dela por questões de interesse pessoal, mas foi só eu comentar a entrevista dela para o Mario Prata, que a Marqui mudou completamente de atitude! Ah a vaidade humana, como somos previsíveis, não. “O que achaste de minha entrevista?” (Somos íntimas, nos tratamos por tu). “Aquele mancebo atrevido veio me importunar em meio às minhas crises de enterocolite para dizer que era devassa!”. “Coloquei-o em seu devido lugar e cuidei do atrevido como ‘il faut'”! “Nossa, se vai fazer discurso, vou pegar umas pipocas” (pensei em voz alta!) “Como dizes? Vais o que?” “Às favas com as suas maneiras grosseiras!” “Nem parece uma dama!” “Ainda bem!” hihihihi (ri baixinho) “Pela graça do ano do senhor!” “Olha, que tanta pilhéria, minha jovem!” “Para a puta que a pariu com todo esse mimimi!” “Marqui, agora sim reconheço minha parça! Desceu das tamancas hein, bi!” “Que seja! Voltemos a minha entrevista para aquele jornalista – coloquemos assim – simpático!” “Mas, Marqui, quem não leu sua entrevista para o livro “Mario Prata Entrevista Uns Brasileiros”, não vai entender lhufas dessa conversa nossa que vai virar post no meu blog de crônicas!” “E, não, não vou explicar nada disso a vosmecê porque meu leitor compreende e é você quem vive na idade do onça, vixe, nem conheço gírias do século XIX, vais ter de te acostumar com essas do XX mesmo!” “Que seja!” (esbraveja a Marquesa) “Achei mara o resultado final, era preciso o povo brasileiro, finalmente, ouvir umas verdades sobre a minha vida e de meus compatriotas de História!” “Gezuis, Marqui, onde aprendeu a falar ‘mara’?” “A senhora aproveitou bem essa visita do Mario hein!” “Marinho não desgrudava de um acepipe branco, ficava enfiando os dedos freneticamente naquilo. Quando ele foi à casinha, fui ver do que se tratava e achei mara! Maraquesa!” Hahahahahaha (gargalha à la era Google) “Que seja!” (agora é a minha vez de perder a paciência!) “Voltemos às vacas mortas!” “Oi? Voltemos a quem, Moni?” “Marqui, não me chame de Moni, odeio isso! “Então não me chame de Marqui!” “Pegaste-me!” “E antes que eu acabe com seu português e o transforme nessa gíria maluca do século XXI, voltemos à entrevista!”. “Contei a Marinho sobre o Pedroca, como ele traçou minha irmã, o corretivo que dei nela… Pude colocar muitos pingos nos is!” “Marquisinha, fofa, acho que anda recebendo muita visita dos tiozinhos dos anos 60, quel linguajar! Só gíria e expressões da época do onça!” “Dizes o tempo todo ‘época do onça’ e a anacrônica sou moi?! Acorda, filha!” “Credo, Dodô, tá difícil de fazer o papo rolar assim, também não serei mais polida com você, o vernáculo que vá às favas, vou é giriar mesmo!” “Momô, tu não deves falar assim, não combina com seu perfil de rapariga bem criada!” “Desculpe-me, Domi, não mais acontecerá!” “Apenas desejo dizer-lhe que encontrei muita satisfação em sua entrevista para o Mario, aliás, o livro todo é pleno de ironia e conta os fatos históricos do nosso Brasil com muita sagacidade, entre bares, havaianas e torresmos!” “Só não curti a parte do torresmo, sabes que não traço um porquinho!” “Ora, Moni, estavas tão bem em suas pazes com o português!” “Foi mal! Vacilei!” 😱🚴🏻🏡🙋🏻💁🏻

Enquete: a Marquesa é mara, o Mario é Prata da casa ou a Moni é rapariga?

Para saber mais sobre o livro citado na crônica, não dê um Google, dê um pulo na livraria mais próximas, vais apaixonar-te pela experiência!