Colo strass no celular sim! 😛

Por que para alguém ser sério e adulto não pode colar strass no celular? Selinhos de ursinhos e fadinhas então são o terror dos sérios e responsáveis. Veja pelo meu ponto de vista, ou seja, fora do normal, você recebe uma ligação péssima: alguém morreu, você foi demitido, ou pior, a manicure cancela seu horário quando você já está quase chegando lá e seu vidrinho de esmalte começa a derramar lágrimas de polietileno. Aí você resvala o olhar no strass ou no selinho, ou nos dois juntos no meu caso (huahuahuahua) e seu dia, mesmo que por um segundo, fica melhor, um pequeno sorriso massageia seu rosto, um brilho ilumina sua alma e você se sente melhor. Nesse meio tempo você pode se recompor e pensar em um plano B para a vida. Então, por que tudo tem de ser tão sério? Não né! 🙋🐼✨📲

Enquete: quantos anos você tem? 5?; sua terapeuta sabe que você cola strass no celular; quem fala celular, é smartphone! 

Sou porca com orgulho!! Ronc ronc… 

A ogrice é um dom da humanidade e inventar palavras um talento de quem cresceu com vários idiomas na cabeça. Não sou fina, adoro comer comida com a mão, mastigar de boca aberta, e, quando rendida aos talheres, roubo comida direto da panela ou travessa mesmo estando com o prato cheio. Finura não tenho nem na cintura, mas, sabe-se lá por que, as pessoas olham para mim e enxergam uma elegância e finesse que não me pertencem. Culpa do balé ou da minha cara de rica, o que importa é que isso atrapalha minha logística. Ter de usar garfo e faca, mastigar delicadamente com a boca fechada, ficar atenta para não enfiar tudo que tem na mesa de uma só vez na boca, não faz meu estilo; mas aí a mente das pessoas funciona igual àquela de mulher desesperada para casar: cria uma imagem sua e tenta te enfiar nela a todo custo. Presenciar a minha ogrice, meus maus modos à mesa, minha mais completa falta de educação, choca. E pasmem, não é apenas a galinha que choca, as pessoas também! Mesmo minha mãe não sabe onde errou quando minhas raízes falam mais alto e lambo o prato, limpo o resto do molho do macarrão com um naco de pão ou pocho a bolacha no café. Quando como as frutas e os legumes sem lavar antes por pura preguiça então, minha mãe quer morrer. Penso assim: se antes não existia essa preocupação enlouquecida com a higiene e a humanidade chegou até aqui e continua chegando, então é porque limpeza demais mais atrapalha do que ajuda, por isso vou continuar evitando gastar água lavando alimentos, ou tendo de lavar talheres pelo nojo de usar dedos tão úteis que, esses sim faço questão de manter limpos, afinal de contas, dependo deles para comer. Poderia continuar, mas minha mão está toda engordurada e escorregando no teclado! 🙋👐🍝 🐷

Enquete: nota mental de nunca aceitar um convite para comer na sua casa; quando a náusea passar eu respondo; quantas diarreias você tem por dia?

Sou fofa e atraio pessoas estranhas no ônibus! 

Faço reciclagem, ajudo cego a atravessar a rua, devolvo troco a mais, não pego nada de ninguém, sou boa, tenho o coração bom, então por que???? Por que sempre que estou em um ônibus vazio tem que sentar alguém do meu lado?? Se é verão então, 40*C e tudo grudando, com certeza aquela tiazinha bem gorda, cheia de sacola com um micro short, regata e com suor escorrendo pelo fio da coluna com certeza vai sentar do meu lado. Será que estou sendo punida pelo Universo por ter bom coração? Será que é uma maneira de a vida me dizer: “acorda, ser bom não leva ninguém a lugar nenhum!”? Porque não é possível. Quando não são as tiazinhas de mudança, é algum desgraçado comendo fedozitos, aqueles salgadinhos malditos que fedem mais que merda no sol!! Por que??? Por que??? Quando ajudo alguém no ponto com informações sobre o trajeto, já imagino que a pessoa vá grudar na minha, e se eu colocar a bolsa ou qualquer objeto no banco ao lado do meu, a pessoa pede para tirar para poder sentar. Por que?? Não sou um ser social, não sorrio para as pessoas, praticamente fico de costas para o mundo então por que as pessoas encarnam na minha? E aí você poderia pensar: ” por que, em vez de reclamar, você não muda de lugar?” Porque sou uma pessoa boa de coração e acho que se eu mudar de lugar vou magoar a pessoa, discrimina-lá de alguma forma, ferir seus sentimentos. Se o infeliz ou a infeliz sentou ali do meu lado com todas as outras opções em aberto, é porque confia em mim e não posso abandoná-la assim, lembra, sou uma pessoa boa de coração. Ai, haja paciência para o suor, fedor de queijo podre e conversas infindáveis sobre o nada. Fazer o quê se sou fofa!! 😁❤️🙋

Enquete: você é fofa só se for na banha da barriga; me acorda quando a história acabar?; ninguém liga, se liga!!!

Amaldiçoada por um professor construtivista!!! 

Vocês sofrem de alguma zica daquelas bem zicadas? Eu sofro de várias! Tem uma em particular que me persegue desde sempre. Não sei as pessoas comuns, mas eu estudei em colégio construtivista, daqueles que para tudo se faz roda para saber qual a opinião dos alunos. Nem estou falando mal porque amava meu colégio, depois de anos estudando em um nazo-fascista, minha mãe fez a caridade de me colar em uma instituição de ensino que tinha aula de artes na grade de horário e nós éramos incentivados a pichar a parede da escola. Claro que sempre tinha aquele grupo de alunos discípulos de Hitler, mas nem era esse o problema porque sempre andei e caguei pra essa gente. Meu problema de verdade eram os círculos de conversa, o que acabou virando uma maldição em minha vida. Explico. Todo mundo dava feliz da vida seu ponto de vista. Sempre fui tímida, mas sempre tive opinião sobre tudo. Enquanto meus coleguinhas falavam, em vez de prestar atenção no que eles diziam para depois discutirmos todos juntos, eu ficava elaborando minha resposta. Todos os argumentos possíveis para que a minha opinião fosse a que causasse mais impacto, a que abordasse um aspecto que ninguém tinha pensado e, de preferência, que fosse o oposto do que todos pensavam. Quando o amiguinho do lado estava quase encerrando sua fala meu coração começava a bater mais rápido, o rubor iniciava a queimar minhas faces, eu respirava bem fundo e quando ia abrir a boca para falar … Bum! Sempre era interrompida. O professor ou resolvia fazer uma explanação gigantesca sobre todos os comentários até aquele momento, a aula acabava e ele prometia começar na próxima aula a partir de mim – qual, desgracado nem lembrava mais da atividade na aula seguinte e mesmo assim eu passava a semana me preparando para dar a resposta, eita ingenuidade – ou a diretora entrava na sala, jogava uma bomba e lá se ia minha vez de falar; mas acima de tudo, o que me fazia carregar mais ódio no coração e querer que algum aluno grudasse chiclete no cabelo do professor (no meu colégio tinha muito prof homem, por isso a insistência no gênero masculino, ok, pode parar de reclamar!) porque eu jamais faria isso, era quando o desgraçado invertia a ordem do círculo. Ouvir as palavras: “agora vamos inverter e começar da fulana ou fulano”! Nossa que ódio, que raiva. Não tinha jeito. Eu sentava do lado do professor, ele começava pelos alunos do outro lado do círculo (no meu jeito de ver o mundo, círculo tem lado e pronto!); se eu levantava o braço, ele nunca me escolhia; se eu usasse de psicologia inversa e desviasse o olhar – tática daqueles que não querem ser escolhidos e por isso mesmo são sempre escolhidos – o escomungado me ignorava. Mas, como sempre digo, tudo pode piorar. E piorava quando o filho de uma égua olhava bem nos olhos e falava em alto e bom som: “Monica você já participou demais, deixe os outros falarem!!”. Mal eu tinha aberto a boca, nunca falava, sempre me pulavam! Mas deixe estar jacaré porque minha vingança viria quando ficasse adulta e passasse a ser ouvida pelo mundo todo. Doce ilusão. Ninguém liga! E até hoje, na minha vez de falar ou ser atendida em algum lugar, algo interrompe meu momento lúgubre. Em vez de eu amaldiçoar os profs construtivistas, o feitiço bateu no espelho e impregnou em mim mais forte que perfume barato! Oh dó!!!

Enquete: vai se tratar e para de encher; ninguém liga; é, se fudeu hahahaha!

Não nasci para ser sexy! 

Ser sexy! Taí uma coisa que não sou! Não ter namorado e poder ficar quanto tempo quiser sem me depilar, desmarcar com o boy magia só por preguiça de rastelar as partes; não ser escrava do salto alto, embora meu pé viva detonado; andar por aí esmulambenta, com o cabelo desgrenhado e até dias sem lavar. Praticamente um porca europeia em homenagem aos meus parentes italianos que não tomavam banho por nada nesse mundo – ecológicos até – e ao meu time do coração, o  Parmera, meu. Ah como é bom ser livre e independente! Ei, tira essa cara de nojo, eu tenho luvinha higiênica hahahaha Falando sério agora. Aí quando me animo, faço a faxina interna e externa e resolvo me arrumar para seduzir, sempre me vem a imagem de uma mulher delgada, com os cabelos ao vento, o vestido vermelho colado ao corpo, e todo sedutoramente alinhado sobre um par de scarpins bem altos. E naquela ginga do quadril, o boy cai! Ei, acorda aí! Essa realidade não é minha. Meu vestido sempre vem mais justo que o esperado, a calcinha sem costura fica enfiando na minha bunda e quando tento, delicadamente, enfiar o dedo lá no fundo e puxar, o salto entorta, os cabelos cobrem minha visão e em menos de dois segundos, o chão vem beijar minha boca, bem diferente do gato que caiu na gargalhada ou nos braços de outro ou de alguma baranga de calça jeans! Não, não nasci para ser sexy! 😳🙋🙈💔

Enquete: quem liga; rindo alto, não dá pra falar; bem feito hahahahaha quem manda rir dos outros!!!

Monica no país da quinta idade!! Ééééé…

A beleza de se conviver com quinta idade é não precisar se preocupar com um papo cabeça. Esqueça essa história de sacadas políticas, decorar o nome dos autores da literatura e depois combinar com suas obras; saber quem é Marina Abramovic ou Nicolai Gógol! A maravilha de conviver com a quinta idade pertencente à classe média falida, é poder ser burra com orgulho!! Ufa! Mas aí a situação aperta! Se não posso e, não preciso, levar um papo cabeça, vou falar do quê? Novela, reality, fofoca, comentários idiotas e generalizantes sobre política ou alguma colocação preconceituosa sobre a empregada folgada e nordestina… Daí vem a crise, não sei conversar sobre essas coisas!! Sou sincera em dizer que tento. Sempre colo o sorriso amarelo no rosto e meneio a cabeça fazendo sim. Se incluir um “absurdo” ou “esse mundo tá perdido” no meio, ainda rola uns 10 minutos de “papo”, mas aí a quinta idade se anima e quer mais! Mas isso não é o pior! Claro que sempre pode piorar. Sempre chega a hora do “você que é jovem e enxerga bem…”, “você é tão bonita, não tem namorado? Homem não presta mesmo, hoje em dia as mulheres não se dão ao respeito, dormem com qualquer um!!”. Aí eu penso: toco o foda-se e enfio a cabeça da veia na parede gritando “dou mesmo para quem eu quiser, velha recalcada!!”; finjo que o celular tocou e corro o risco de ouvir sermão de como os jovens não desgrudam dessa máquina e que na minha época… ou reúno toda minha vivência, sorrio, meneio a cabeça e solto um “é” bem longo? Como viver só se aprende vivendo, nada melhor que engolir o orgulho e se transportar para outro mundo enquanto a boca automaticamente diz “ééééé”. Às vezes lembro do boy da noite anterior, às vezes faço uma nota mental “marcar manicure”, mas, na maior parte do tempo, penso “que porra tô fazendo aqui!!”. Mas é aquela história, se não pode vencê-los, diga “éééé” com um sorriso na boca, meneando a cabeça! Ééééééé!! 😁

Enquete: que porra você disse aí; olha o estatuto da terceira idade, isso dá cadeia menina; você viu a novela ontem, o imperador é tão lindo!

 

 

Simone não, é Monica – e sem acento!

Quem lembra da época do saudoso Orkut. Pois é, entre as muitas comunidades dessa extinta rede social existia uma chamada “Simone não, é Monica!!”, mas, claro que nessa, tinha acento. Nunca entendi a relação dos dois nomes, mas como já fizeram essa confusão várias vezes, deve existir alguma explicação fenomenológica para isso! Meu nome é tão lindo, Monica Dinah, e, aparentemente, simples. Que nada!! Um acento a menos e um agá a mais causam uma confusão dos diabos. E lá vou eu explicar toda vez que não se trata de numerologia, nem de mandinga, é assim mesmo, registrado em cartório e tudo. Quem manda ser de família gringa! A primeira parte do nome é uma homenagem a Monica Vitti, musa do neo-realismo italiano (ah dá um Google aí, não vou explicar) e o segundo, uma mistura de homenagem a minha nonna com toque hebreu. O que eu posso fazer se ao misturar o latino com o hebraico saiu esse nome complicado em sua mais pura simplicidade. Mais do que um nome, parece uma profecia. Paciência não é um dom que eu possa elencar como uma das minhas qualidades, logo, meu saco enche muito rápido ao ter que explicar tudo isso sempre, ou ficar indicando onde vai esse maldito agá. E, antes de chegar ao dez, já mandei a pessoa enfiar o acento e o agá onde ela achar melhor, claro, nem sempre delicada assim. E aí que entra a profecia: tanto na definição latina (Monica) como na hebraica (Dinah), ambos os nomes querem dizer “pessoa sozinha”! Sacou o drama. Depois de mandar a pessoa enfiar o agá onde o sol não bate, difícil nutrir muita popularidade!! Valeu família!!! 😤😤😤😤

Enquete: para de frescura e arruma essa porra de nome; ninguém liga; enfia você o agá onde o sol não bate, babaca!!!